R. Checa VS Suiça 17.00h

Junho 7, 2008 · Filed Under Notícias · Comment 

Estádio St. Jakob-Park, em Basileia.
Hora: 17.00.
Árbitro: Roberto Rossetti (Itália)

SUÍÇA
Benaglio, Licktsteiner, Muller, Senderos, Magnin, Inler, Fernandes, Behrami, Barnetta, Streller e Frei.

REP. CHECA
Cech, Grygera, Ujfalusi, Rozehnal, Jankulovski, Galasek, Polak, Jarolim, Sianko, Plasil e Koller.

Suíça

Como um dos países organizadores, a Suíça tem responsabilidades acrescidas às que apresentou nas duas únicas aparições: 1996, em Inglaterra, e 2004, em Portugal. Com 2 empates e 4 derrotas nas fases finais, o seleccionador suíço Jakob Kuhn enfrentará assim um último desafio. Com Portugal, República Checa e Turquia no grupo, os helvéticos vão tentar repetir as boas indicações dadas em 2006 no Mundial da Alemanha.

No último Campeonato do Mundo, com França, Coreia do Sul e Togo no grupo, a organização e solidez defensiva (sem qualquer golo sofrido nos 4 jogos disputados) permitiu à Suíça atingir os oitavos-de-final. Longe do início da década de 90, durante a qual Alain Sutter, Stéphane Chapuisat e Ciriaco Sforza eram os expoentes máximos da selecção, a federação helvética viu-se obrigada a uma remodelação gradual para voltar a marcar presença nas grandes competições internacionais.

Durante esta remodelação, surgiram jogadores como Johan Djourou e Philipp Senderos (Arsenal), Tranquillo Barnetta (Bayer Leverkusen), Valon Behrami (Lazio), Gelson Fernandes (Manchester City) e Johan Vonlanthen (Red Bull Salzburgo), que se vieram juntar a outros mais experientes, com destaque para Alexander Frei, Hakan Yakin e Ludovic Magnin.

À semelhança da tendência que se assiste nos últimos anos, a selecção suíça também conta com vários jogadores que nasceram no estrangeiro. O médio do Manchester City, Gelson Fernandes, é um dos exemplos, sendo originário da Ilha de Santiago, em Cabo Verde. Johan Vonlanthen (Colômbia), Blaise Nkufo (RD Congo), Gökhan Inler (Turquia) e Valon Behrami (Kosovo) são outros casos similares. Nkufo, segundo melhor marcador do campeonato holandês ao serviço do Twente, teve de ser substituído da lista após lesão.

A presença do guarda-redes Diego Benaglio, ex-jogador do Nacional, é um dos pontos de interesse para os portugueses, tanto mais que pode ser titular depois de ter passado o Mundial da Alemanha no banco.

Curiosidades
• Artur Jorge foi o primeiro seleccionador a orientar a Suíça na fase final de um Europeu (1996).
• Esta será a terceira participação em Europeus depois de 1996 e 2004. Nos Mundiais são 7 as presenças dos helvéticos.
• Em 6 jogos disputados, a Suíça ainda não ganhou qualquer jogo: 2 empates e 4 derrotas é o balanço.
• A Suíça vai jogar pela segunda vez o jogo de abertura de uma fase final. Em 1996, empatou com a Inglaterra (1-1) em Wembley.
• Kubilay Türkyýlmaz marcou o primeiro golo suíço em fases finais de Europeus em 1996. Oito anos depois Vonlanthen marcou o segundo e último.
• Philipp e David Degen são irmãos gémeos, mas só o primeiro é que foi chamado pelo seleccionador para a fase final

República Checa
O futebol apresentado no último Europeu levou a que fossem considerados como um dos principais favoritos à prova que se realizou em Portugal. A eliminação perante a Grécia, nas meias-finais, e um Mundial decepcionante, com afastamento na primeira fase, tornou a selecção checa numa incógnita, especialmente porque algumas das figuras de então, Nedved e Poborsky, abandonaram a carreira internacional.

O seleccionador Karel Brückner viu-se obrigado a realizar um pequeno corte com o passado e moldar uma equipa onde Baros e Rosicky, a aproximarem-se do pico de carreira, assumam maior importância. O “gigante” Jan Koller permanece de pedra e cal no ataque e foi o melhor marcador da fase de qualificação com 6 golos.

O sector defensivo permanece praticamente intacto desde a última prova internacional, conferindo uma rotina defensiva que poderá revelar-se importante nos jogos equilibrados. O guarda-redes Petr Cech e os defesas Grygera, Rozenhal, Ujfalusi e Jankulovski mantêm-se, havendo agora um maior leque de alternativas.

No meio-campo, o grande apoio dos médios mais ofensivos deverá continuar a ser Tomas Galasek, enquanto Plasil, Jarolim e Polak terão de assumir as despesas do jogo, face à ausência do lesionado Rosicky.

Na fase de qualificação, apesar do avanço inicial da Alemanha, os checos acabaram por conquistar o grupo, com destaque para a vitória em território germânico por 3-0, numa altura que o adversário estava já apurado. A inclusão num grupo que se vai disputar na Suíça não era o mais desejável, devido à proximidade geográfica com a Áustria. Ainda assim, são esperados milhares de checos nas partidas da equipa.

Enquanto República Checa, a selecção ainda não falhou qualquer fase final da prova, conseguindo o 2.º lugar em 1996, perdendo no prolongamento com a Alemanha (1-2), depois de afastar Portugal nos quartos-de-final.

Curiosidades
• Jan Koller foi o melhor marcador da fase de qualificação, com 6 golos.
• A República Checa foi a primeira selecção a perder uma prova internacional com Golo de Ouro, em 1996.
• 2000 foi o único Europeu em que a equipa foi eliminada na fase de grupos.
• Ainda enquanto Checoslováquia, conquistou o título europeu em 1976, na Jugoslávia
• A equipa está há 388 minutos sem sofrer golos fora nas partidas oficiais.
• Pavel Nedved apontou o primeiro golo checo em fases finais de europeus.

Fonte: Record.pt

Čech antevê dificuldades

Junho 6, 2008 · Filed Under Notícias · Comment 

Petr Čech já avisou os seus colegas de selecção que será preciso mais do que somente parar Alexander Frei se quiserem estrear-se com uma vitória no próximo sábado, na partida de abertura do UEFA EURO 2008™, ante a Suíça.

Perigo suíço
Čech e Frei deram nas vistas ao serviço do Stade Rennais FC, em França, mas o guarda-redes do Chelsea FC afirma que os co-organizadores da fase final da prova terão mais do que uma arma para lutarem pela vitória. “Julgo que são muito perigosos e sabem como jogar bem e em conjunto”, afirmou o checo no centro de estágio em plenos Alpes austríacos. “Criam várias oportunidades pelo lado esquerdo com [Tranquillo] Barnetta e [Marco] Streller, contando com Frei para a finalização. Os jogadores dos flancos podem atacar e cruzam com perigo. Já os conhecemos bem e veremos se estamos bem preparados para este jogo.”

Instinto de Frei
Čech não teve de fazer muito trabalho de casa acerca de Frei, depois de ter jogado com ele anteriormente. Quando era ainda um promissor guarda-redes nos arredores de Rennes, o jogador de 26 anos pôde testemunhar o instinto goleador de Frei, que se tornou no melhor goleador de sempre da Suíça depois de ter feito o gosto ao pé na vitória por 3-0 sobre o Liechtenstein na passada semana. “Joguei com o Alex durante época e meia”, afirmou Čech, que trocou França por Stamford Bridge no Verão de 2004. Frei, entretanto, deixou o Stade de la Route de Lorient e foi para o BV Borussia Dortmund dois anos depois. “Falávamos muito. É uma pessoa simpática e um bom amigo. É a primeira vez que o defronto e estou curioso acerca disso”.

”Jogo normal”
A amizade entre os dois será claramente esquecida quando soar o apito para o início do jogo em Basileia, no próximo sábado, no St. Jakob-Park. Contudo, numa altura em que se anseia pelo início do torneio, Čech mantém a tranquilidade. “O jogo é igual a tantos outros”, afirmou. “Vamos viajar para Basileia, treinaremos no estádio e depois ficaremos juntos no hotel. A minha preparação não vai mudar. Estarei no hotel e no dia de jogo, após falarmos sobre a componente táctica, descansarei e ire jogar.”

Equipa tranquila
A última sessão de treino, na quinta-feira, antes da partida para Basileia, permitiu ao treinador Karel Brückner dar os últimos retoques na equipa, sendo visível a descontracção com que os checos preparam a competição em que esperam repetir o triunfo de 1976. Tem-se cultivado o espírito de equipa também fora do campo, tendo os jogadores desfrutado, na quarta-feira, de um jogo de golfe na companhia do ex-internacional Vladimír Šmicer. “Espero que a partida de sábado não corra como uma que tivemos ontem”, brincou Čech, cujas investidas no buraco nove o deixaram bem longe do vencedor, Jaroslav Plašil. “Nem foi mau pois sei aquilo que não jogo, mas se me exibisse dessa forma no jogo seria mau. Espero que no futebol corra melhor.”

Fonte: Uefa euro 2008