Čech procura prémio de consolação

O Chelsea FC, onde alinha Čech - também os internacionais lusitanos Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira -, esteve a um penalty de reclamar para si o título de campeão europeu de clubes, frente ao Manchester United FC, no dia 21 de Maio, mas acabou por sucumbir e perder por 6-5 no desempate através de grandes penalidades. Com a memória desse dia ainda bem fresca, o jogador de 26 anos já está focado no próximo desafio. “No futebol, passa tudo tão depressa que temos de seguir em frente e esquecer o passado”, disse ao uefa.com. “A derrota em Moscovo constituiu uma enorme desilusão porque estivemos muito perto de vencer a Champions League. Para mim, é uma grande vantagem poder ainda disputar este torneio, pois agora posso concentrar-me no EURO. Isso ajuda-me a lidar com a desilusão”.
“Sentir a pressão”
Depois de ter estado presente no UEFA EURO 2004™ e no Mundial de 2006, Čech, que conta com 59 internacionalizações, é já um veterano nestas andanças, mas ainda sente a tensão que antecede estas competições, à medida que a selecção checa se prepara para o jogo inaugural no Grupo A, frente a um dos anfitriões da prova, a Suíça, em Basileia, no próximo sábado. “Tenho mais experiência agora, por isso sei o que posso esperar deste torneio, mas, ainda assim, não deixo de sentir a tensão própria dos grandes eventos, como é o caso deste. “Adoro jogar neste tipo de torneios porque o Mundo inteiro está com os olhos postos em nós e existe pressão, a adrenalina aumenta e o número de adeptos que nos seguem também é maior. Este é o nível mais elevado de competição que se pode atingir e estou sempre desejoso de participar nestas provas”.
Incógnita suíça
Os checos enfrentam depois Portugal e a Turquia e o guardião espera concorrência forte por parte das restantes três selecções do agrupamento. “É um grupo difícil”, disse. “É importante saber como é que a Suíça vai lidar com a pressão de ser um dos países organizadores. Recordo-me que quando disputei o Campeonato da Europa de Sub-16, em 1999 - que não tem comparação com este torneio, mas no qual fomos anfitriões - sentimos pressão adicional, porque as pessoas esperavam que jogássemos bem por estarmos no nosso próprio país. De facto, isso deu-nos motivação extra e actuámos melhor, por isso vamos ver qual será a reacção deles”.
Portugal com qualidade e perigoso
“A Turquia possui vários jogadores com qualidade, apesar de nunca se saber com que disposição se vai apresentar em campo”, continuou Čech. “Se estiverem num dia bom, podem ser uma das melhores equipas mundiais, mas, pelo contrário, se não demonstrarem a força de vontade suficiente o resultado pode ser diferente. Ainda assim, é uma selecção com qualidade e perigosa. Na minha opinião, Portugal é o favorito do grupo, pois possui uma excelente equipa e um grande treinador, mas também é experiente. Cristiano Ronaldo está no seu melhor e depois ainda existem outros jogadores que podem fazer a diferença, como Deco e Ricardo Carvalho. São sempre uma equipa forte”.
‘Oitavos’ como objectivo
Čech alinhou em dez jogos da República Checa na fase de qualificação, num grupo em que os checos terminaram em primeiro lugar, à frente da Alemanha, tendo sido elemento fundamental na sua selecção, que atingiu as meias-finais em Portugal, há quatro anos. Por isso, seria de esperar que desejasse ir ainda mais longe desta vez, no entanto, mostra-se relutante em fazer previsões a longo prazo. “Sabemos que vai existir bastante pressão, porque queremos sempre ter um bom desempenho – estar presente no torneio já é um feito assinalável, mas o objectivo passa sempre por vencer”, disse. “Podemos fazer um bom torneio. Tivemos uma fase de qualificação notável e realizámos exibições razoáveis nos jogos de preparação. Possuímos um grupo com qualidade e podemos chegar aos quartos-de-final - é esse o nosso objectivo. Depois disso logo se vê o que acontece”.
Fonte: Uefa euro 2008

