R. Checa VS Suiça 17.00h

Estádio St. Jakob-Park, em Basileia.
Hora: 17.00.
Árbitro: Roberto Rossetti (Itália)
SUÍÇA
Benaglio, Licktsteiner, Muller, Senderos, Magnin, Inler, Fernandes, Behrami, Barnetta, Streller e Frei.
REP. CHECA
Cech, Grygera, Ujfalusi, Rozehnal, Jankulovski, Galasek, Polak, Jarolim, Sianko, Plasil e Koller.
Suíça
Como um dos países organizadores, a Suíça tem responsabilidades acrescidas às que apresentou nas duas únicas aparições: 1996, em Inglaterra, e 2004, em Portugal. Com 2 empates e 4 derrotas nas fases finais, o seleccionador suíço Jakob Kuhn enfrentará assim um último desafio. Com Portugal, República Checa e Turquia no grupo, os helvéticos vão tentar repetir as boas indicações dadas em 2006 no Mundial da Alemanha.
No último Campeonato do Mundo, com França, Coreia do Sul e Togo no grupo, a organização e solidez defensiva (sem qualquer golo sofrido nos 4 jogos disputados) permitiu à Suíça atingir os oitavos-de-final. Longe do início da década de 90, durante a qual Alain Sutter, Stéphane Chapuisat e Ciriaco Sforza eram os expoentes máximos da selecção, a federação helvética viu-se obrigada a uma remodelação gradual para voltar a marcar presença nas grandes competições internacionais.
Durante esta remodelação, surgiram jogadores como Johan Djourou e Philipp Senderos (Arsenal), Tranquillo Barnetta (Bayer Leverkusen), Valon Behrami (Lazio), Gelson Fernandes (Manchester City) e Johan Vonlanthen (Red Bull Salzburgo), que se vieram juntar a outros mais experientes, com destaque para Alexander Frei, Hakan Yakin e Ludovic Magnin.
À semelhança da tendência que se assiste nos últimos anos, a selecção suíça também conta com vários jogadores que nasceram no estrangeiro. O médio do Manchester City, Gelson Fernandes, é um dos exemplos, sendo originário da Ilha de Santiago, em Cabo Verde. Johan Vonlanthen (Colômbia), Blaise Nkufo (RD Congo), Gökhan Inler (Turquia) e Valon Behrami (Kosovo) são outros casos similares. Nkufo, segundo melhor marcador do campeonato holandês ao serviço do Twente, teve de ser substituído da lista após lesão.
A presença do guarda-redes Diego Benaglio, ex-jogador do Nacional, é um dos pontos de interesse para os portugueses, tanto mais que pode ser titular depois de ter passado o Mundial da Alemanha no banco.
Curiosidades
• Artur Jorge foi o primeiro seleccionador a orientar a Suíça na fase final de um Europeu (1996).
• Esta será a terceira participação em Europeus depois de 1996 e 2004. Nos Mundiais são 7 as presenças dos helvéticos.
• Em 6 jogos disputados, a Suíça ainda não ganhou qualquer jogo: 2 empates e 4 derrotas é o balanço.
• A Suíça vai jogar pela segunda vez o jogo de abertura de uma fase final. Em 1996, empatou com a Inglaterra (1-1) em Wembley.
• Kubilay Türkyýlmaz marcou o primeiro golo suíço em fases finais de Europeus em 1996. Oito anos depois Vonlanthen marcou o segundo e último.
• Philipp e David Degen são irmãos gémeos, mas só o primeiro é que foi chamado pelo seleccionador para a fase final
República Checa
O futebol apresentado no último Europeu levou a que fossem considerados como um dos principais favoritos à prova que se realizou em Portugal. A eliminação perante a Grécia, nas meias-finais, e um Mundial decepcionante, com afastamento na primeira fase, tornou a selecção checa numa incógnita, especialmente porque algumas das figuras de então, Nedved e Poborsky, abandonaram a carreira internacional.
O seleccionador Karel Brückner viu-se obrigado a realizar um pequeno corte com o passado e moldar uma equipa onde Baros e Rosicky, a aproximarem-se do pico de carreira, assumam maior importância. O “gigante” Jan Koller permanece de pedra e cal no ataque e foi o melhor marcador da fase de qualificação com 6 golos.
O sector defensivo permanece praticamente intacto desde a última prova internacional, conferindo uma rotina defensiva que poderá revelar-se importante nos jogos equilibrados. O guarda-redes Petr Cech e os defesas Grygera, Rozenhal, Ujfalusi e Jankulovski mantêm-se, havendo agora um maior leque de alternativas.
No meio-campo, o grande apoio dos médios mais ofensivos deverá continuar a ser Tomas Galasek, enquanto Plasil, Jarolim e Polak terão de assumir as despesas do jogo, face à ausência do lesionado Rosicky.
Na fase de qualificação, apesar do avanço inicial da Alemanha, os checos acabaram por conquistar o grupo, com destaque para a vitória em território germânico por 3-0, numa altura que o adversário estava já apurado. A inclusão num grupo que se vai disputar na Suíça não era o mais desejável, devido à proximidade geográfica com a Áustria. Ainda assim, são esperados milhares de checos nas partidas da equipa.
Enquanto República Checa, a selecção ainda não falhou qualquer fase final da prova, conseguindo o 2.º lugar em 1996, perdendo no prolongamento com a Alemanha (1-2), depois de afastar Portugal nos quartos-de-final.
Curiosidades
• Jan Koller foi o melhor marcador da fase de qualificação, com 6 golos.
• A República Checa foi a primeira selecção a perder uma prova internacional com Golo de Ouro, em 1996.
• 2000 foi o único Europeu em que a equipa foi eliminada na fase de grupos.
• Ainda enquanto Checoslováquia, conquistou o título europeu em 1976, na Jugoslávia
• A equipa está há 388 minutos sem sofrer golos fora nas partidas oficiais.
• Pavel Nedved apontou o primeiro golo checo em fases finais de europeus.
Fonte: Record.pt
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