Eis os novos infantes!
Eis os novos infantes!
MÓNICA SANTOS
Entraram jogadores e saíram infantes para a aventura de ser maior, no Euro’2008, com direito a embaixadores de luxo: Figo e Fernando Couto juntaram-se a Eusébio como representantes oficiais da Selecção que, ontem, animou o centro de Viseu numa sessão que se prometia solene, mas, foi, sobretudo, calorosa, acolhedora como raramente o protocolo permite. Para além dos mimos, o palco serviu para mostrar os novos fatos oficiais de Portugal, que Fátima Lopes desenhou e aos quais a Infantuna acrescentou a capa e o chapéu do Infante D. Henrique, I Duque de Viseu, cujo arrojo em tempos lançou Portugal na epopeia dos Descobrimentos. Se havia velhos do Restelo no Largo Mouzinho de Albuquerque, o entusiasmo sonoro dos adeptos não deu para os aperceber. No futebol, de resto, essas personagens só costumam fazer-se ouvir quando a bola não entra, e era apenas o dia de saudar a equipa que, amanhã, se despede rumo à Suíça.
À primeira vista, faltaria o mar à inspiração oferecida à Selecção, mas o espírito e a figura do Infante D. Henrique dizem tudo no que respeita a ambição, e o maciço rochoso que acolhe este estágio adequa-se ao significado de que se reveste. Seiscentos anos depois, Portugal está cada vez mais debruçado sobre o litoral e a Federação Portuguesa de Futebol faz das concentrações para os grandes torneios excepção à regra que vai desertificando o interior. Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu e também da Associação Portuguesa de Municípios, agradeceu a Gilberto Madail essa “discriminação positiva” que, desde Chaves, passando por Óbidos e Évora, leva já uma década como “exemplo para o poder central” e tem acumulado excelentes recordações para a Selecção, prestes a partir à procura de mais uma.
Orçamento de sonho na plateia
Quando Fernando Ruas subiu ao palco para saudar a Selecção, não resistiu a um exercício matemático. Olhando para a plateia, calculou que, com a soma do valor dos passes ali sentados diante dele, “tinha o problema do orçamento camarário resolvido por muitos anos”. “Orgulhoso” por Viseu ter sido a escolha da Federação, deu o estágio como um sucesso em que apenas um pormenor escapou à rigorosa organização: “Pedia autorização ao sr. bispo para dizer que S. Pedro não ajudou muito.”
Do teatro para a mesa
Depois da cerimónia no teatro Viriato, a Selecção regressou ao hotel para um almoço com uma comitiva alargada. Eusébio, Figo e Fernando Couto, os embaixadores recém-empossados, iniciaram funções à mesa com a equipa de Scolari, depois de um banho de multidão a recordar os tempos - não muito distantes, no caso de Figo - em que tinham nos pés os desafios de Portugal.
Tantas noivas para Ronaldo!
Eram meia dúzia, vestidas de branco comprido e histéricas, como manda a tradição, prontinhas para desposar… Cristiano Ronaldo. Os alunos do curso de animação cultural da Escola Superior de Educação de Viseu fizeram a festa na visita da Selecção ao centro da cidade. As noivas faziam-se acompanhar dos convidados, um bando de saloios, numa caricatura viva a merecer nota 20!
Palco com vista para o exterior
O acesso ao interior do teatro foi limitado, sem que isso tenha afastado a Selecção dos adeptos. No exterior do recinto, um ecrã gigante transmitiu tudo o que se ia desenrolando no palco, e, antes da chegada dos jogadores e técnicos, foi mesmo na rua que se concentraram as atenções da organização, com música, dança, homens-estátuas e animadores em andas a entreterem a multidão.
in ojogo online
Commentários
Leave a Reply

